Luneta
A vida pode muitas vezes parecer injusta, eu sei, mas essa tal injustiça que acreditamos na maioria das vezes nos faz crescer, nos faz melhorar, como pessoas, como seres humanos. Eu sempre me perguntava o porquê de não ter te conhecido antes, e isso era o que me deixava mais angustiado. Tivemos apenas dois meses juntos, você teve que partir, mas foi o suficiente para entender que o importante não é o tempo, e sim a pessoa que está ao seu lado, no caso ao meu lado. Enfim, você me ensinou tanto que hoje consigo enxergar o mundo de uma maneira totalmente diferente do que costumava ver, além de mudar minha forma de pensar e olhar, você foi a minha cura e eu fui sua sentença de morte. Você tirou tudo que me fazia mal. Aliás, eu me sentia perdido dentro de um mundo que nem eu mesmo conseguia enxergar.
Tinha sido diagnosticado com depressão, não tinha vontade de sair na rua, não sentia vontade de comer, muito menos sair da minha cama. Até que um dia não muito agitado, minha mãe resolveu me inscrever em um daqueles cursos rápidos de verão em uma Instituição de Ensino no bairro onde morávamos com o meu pai e Bob, meu cachorro. De início, não gostei da ideia, afinal sair de casa, mas precisamente do meu quarto, parecia uma tortura só de imaginar, mas ou eu saía de casa pra fazer o curso de fotografia que ela já tinha feito à inscrição ou eu teria que ir passar um tempo na casa da minha avó no interior. Quando imaginei passar um tempo com ela não pensei duas vezes, escolhi claro o curso, já que sua casa era uma tortura ainda pior para mim, e claro que a minha mãe sabia disso. De início pode até parecer que estou sendo um pouco rude, por não gostar de ir para a casa da minha única avó, mas posso dizer que tenho motivos para isso. Claro que, para muitos a casa da avó é uma das melhores coisas seja em qualquer que seja a ocasião, um refúgio dos pais, mas lógico que isso não funcionava de maneira alguma pra mim. Já que a minha avó Miranda era uma das pessoas mais mal humoradas que conheci em toda a minha vida, sem falar na sua mania de limpeza, não estou falando que não gosto de limpeza, mas ela superava qualquer um que tivesse. Quando criança meu pai fala que sofreu muito por causa da limpeza exagerada que ela tinha e ainda tem, mas o que a fez ficar assim? Meu pai contou que quando criança ela foi jogada em cima de uma poça de lama do esgoto que passava em frente ao estacionamento de onde estudava pelos colegas de sala que cismavam em atacá-la por ser gaga. Desde aquele dia sua vida se resumiu a várias idas e vindas à consultórios de analistas para tentar amenizar de alguma forma esse transtorno que a fazia ficar tão mal, e consequentemente a gente também ficava mal por não saber muitas vezes como lidar com a situação. Enfim, eu não queria ficar com ela, aliás com ninguém! Estava me tornando um completo antissocial, quer dizer a doença estava fazendo issso comigo, algo que eu só vim me dar contar quando há pouco tempo atrás. Entre algumas discussões que tive com minha mãe, ela decidiu que o curso seria a melhor opção pra mim naquele momento, como não c
Matricula pronta, cronograma em mãos, agora é só esperar o final de semana terminar para eu iniciar uma nova fase da minha vida.
O frio parecia insuportável naquela manhã, era segunda-feira, e de longe dava para ouvir a minha mãe gritando que eu ia me atrasar para o primeiro dia de aula, a cama parecia ser a minha extensão, e mesmo não querendo sair dela de maneira alguma tive que tomar uma atitude e me arrumar. Só precisou eu começar a descer as escadas, para eu me dar conta
Be continued... Falar sobre lo curso e como se conheceram


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